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Comunidade escolar demonstra insatisfação com movimento grevista de docentes

Pais de alunos, professores e gestores demonstraram insatisfação com o movimento de greve de professores nas escolas da rede estadual de ensino, deflagrado no dia 28 de fevereiro e que vem causando prejuízo ao cumprimento do calendário escolar. Esta é a primeira vez em oito anos que o calendário foi programado para ser cumprido dentro do mesmo período letivo.  

Nas escolas estaduais Governador Matos Carvalho (bairro Monte Castelo) e José Giorceli Costa (Madre Deus), em São Luís, o corpo docente se posicionou contrário à paralisação da categoria. Em ata, os professores da unidade “Matos Carvalho” justificaram a não adesão à greve.

“Conversamos e foram colocadas situações que poderiam surgir, caso entrássemos em greve, tais como: atraso no ano letivo, aulas aos sábados, descumprimento dos planejamentos (PL’s) na escola e da carga horária, haja vista que cumprindo os 200 dias letivo, encerramos no dia 23 de dezembro”, registraram os professores no documento.  

Os professores lotados na Unidade Integrada José Giorceli Costa comunicaram à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por intermédio de documento, a unânime decisão pela não adesão à greve. “Há tempos requeremos que nosso calendário anual seja considerado e que possamos cumprir efetivamente as ações pedagógicas planejadas, de forma que possamos encerrar o ano letivo de 2011 na data prevista”, afirmaram no documento. 



Para o gestor do Centro de Ensino Médio Gov. Edison Lobão (Cegel), Waldenê Costa Melo, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) não esclareceu à categoria o andamento das negociações com o governo, o que, segundo ele, foi feito durante encontro com a secretária Olga Simão. “Se a greve permanecer, podemos pedir ajuda a outros órgãos competentes para garantir o direito do aluno de estudar, porque ele é o maior prejudicado”, enfatizou o gestor.

Maria Oliveira, mãe de aluno do CE Barjonas Lobão, bairro Cohatrac, disse que a greve foi deflagrada em tempo inoportuno. “Acho essa greve dos professores uma falta de compromisso com os alunos. O sindicato fica esperando começar o ano para fazer esse tipo de coisa. Eu não digo que eles não tenham razão em reivindicar melhores salários, mas greve é demais, principalmente porque estavam negociando. É falta de sensibilidade com as nossas crianças”, afirmou.

Pais de alunos de escolas da Unidade Regional de Educação de Balsas também demonstraram descontentamento com o movimento grevista. “Eu estou revoltada com este movimento de greve. Pela primeira vez, as crianças estavam com a possibilidade de fazer o ano direitinho e aí começa essa greve. Sou contra isso. Essa greve é uma precipitação cujos únicos prejudicados são os alunos”, alertou Jesus Costa



Data: 15/03/2011
Fonte: Ascom/Seduc
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