6/11/2020 5:12 pm

ReinventAção: Professores se reinventam para manter conexão com estudantes em ambiente virtual. Conheça a história da Eliene Mendonça dos Santos

Professora Eliene Mendonça dos Santos

“Trabalhar com o ensino remoto, de imediato, foi bastante complicado, pois a didática é completamente diferente em comparação com a presencial, além de ser algo com o qual nunca tinha me deparado”, expressou a professora Eliene Mendonça dos Santos sobre as dificuldades que teve para se adaptar à nova realidade educacional e organizar as aulas no ambiente virtual. Eliene é professora de Física e Química do Centro de Ensino Dr. Joaquim Marques, localizado no município de Penalva, e a sua história de superação será contada no ReinventAção de hoje.

“Em minha escola, ao se adotarem as aulas remotas, foram criados grupos de aplicativo de mensagem, levando em consideração série, turno e turma do aluno. Daí surgiu o primeiro problema, a falta de acessibilidade dos alunos à internet. Os estudantes, em sua maioria, são da zona rural, de famílias humildes que não possuem condições de obter internet em casa, além de eletrônicos como, notebook ou computador, e quando possuem é apenas um único celular que têm que dividir com os pais e irmãos”, exprimiu a professora.

Chamada carinhosamente, pelos seus alunos, de Lenna Santos, a professora Eliene tinha a convicção de que precisava fazer algo diferente para ajudar os estudantes na busca pelo conhecimento, mas os desafios estavam apenas começando. “Não podíamos parar, pois sabíamos que sem as aulas remotas, o prejuízo pela ausência das aulas presenciais seria maior. E tínhamos consciência de que o suporte e a orientação para esse novo modo de ensinar deveriam partir da escola e, por conseguinte, de nós docentes, buscando um diálogo bem mais próximo com a família”, exprimiu.

O diálogo com os pais dos estudantes teve um impacto positivo porque mostrou como a escola iria desenvolver suas atividades e também utilizar estratégias para que os alunos pudessem ter acesso às aulas virtuais. A professora Eliene estava determinada a começar os seus trabalhos, mas aí teve que superar outra barreira.

“Professora da área de exatas eu me vi perdida. Como iria trabalhar com tantos cálculos e fórmulas à distância? Então comecei a pesquisar no YouTube aulas mais claras possíveis e colocava para os alunos, mas mesmo assim sempre ficavam com muitas dúvidas, principalmente na hora de resolver os exercícios propostos”, afirmou.

A professora Eliene Mendonça percebeu que era hora de mudar a estratégia e resolveu gravar as suas próprias aulas. O seu celular virou instrumento de trabalho e as videoaulas foram acontecendo de maneira tímida, sem muita sofisticação, mas a vontade de aprender foi maior e a professora pôs a mão na massa.

“Comecei gravando de modo que só aparecia a minha mão e resolvia exemplos no meu caderno, explicando o passo a passo de como responder os exercícios. Fui à casa da minha irmã e encontrei um quadro negro. Preparei minha aula, mas estava um tanto nervosa, pois dar aula presencial é totalmente diferente de saber que está sendo gravado. Mesmo nervosa, fiz o vídeo com ajuda do meu sobrinho, que segurou o celular porque não tinha tripé, mas a qualidade não ficou boa, porque com a aparelhagem que tenho em casa eu não estava pronta para ser uma ‘youtuber’, (risos)”, contou.

Mesmo com receio, a professora Eliene enviou o vídeo para os estudantes e o resultado foi surpreendente. “Coloquei o vídeo no meu horário para os alunos assistirem, fiquei esperando a reação e me surpreendi, porque a aceitação foi grande. Disseram-me que deveria continuar com as videoaulas porque entenderam bem melhor do que as aulas do YouTube. Dessa forma, resolvi gravar na escola pois lá tem uma estrutura bem melhor e deu muito certo. O nervosismo da gravação dos primeiros vídeos deu lugar para a segurança e a certeza de que estava no caminho certo e era uma forma de estar bem mais próxima dos meus alunos”, contou.

A determinação e o comprometimento com a escola fazem dessa professora uma mulher guerreira. “Não podemos virar as costas para os alunos, precisamos cultivar o vínculo com eles. A educação é um direito de todos, e é preciso pensar a realidade de cada caso. Como nem todos os alunos tiveram acesso a essas aulas online, devido morarem na zona rural e não terem acesso a computadores e internet, a escola foi orientada a usar material impresso, o que está sendo a solução para a maior participação dos alunos nas aulas remotas”, disse.

A luta para encontrar caminhos, visando à aprendizagem, tem sido árdua, mas a professora carrega consigo a certeza de que vale a pena o esforço em nome de uma educação acessível a todos. “Foi difícil, pois tive, como muitos professores do Brasil e do mundo, que me reinventar, buscar o novo. Mas tenho certeza de que não só eu, como todos os professores da escola aprendemos a usar a tecnologia a nosso favor, para amenizar os danos que essa pandemia causou. Sem contar que esse momento nos uniu bastante e essa união fez e está fazendo toda a diferença para a nossa escola”, finalizou.

Fonte: Seduc
06/11/2020

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