22/09/2023 4:02 pm

Escola estadual Dom Ungarelli, em Pinheiro, cria projeto de produção de biogás e biofertilizante

O Centro Educa Mais Dom Ungarelli, que fica localizado no município de Pinheiro, a 114 quilômetros de São Luís, abriga em sua proposta pedagógica, incentivar e trabalhar a iniciação científica de uma forma bem didática. E foi nesse contexto que surgiu o Projeto Biodigestão Magnética, que consiste em transformar lixo orgânico em biogás e biofertilizante.

Sob a supervisão do professor de Química, Gerry Adriano, e da professora de Geografia, Itacirene da Conceição, o projeto surgiu devido ao grande acúmulo de resíduos alimentares produzidos pela cozinha da escola, dentre eles, casca de ovos, verduras e legumes. A ideia era criar uma solução que pudesse minimizar o descarte de resíduos sólidos no ambiente e transformar a matéria orgânica em fonte sustentável.

Com isso, a escola passou a produzir biogás, com a intenção de reduzir o próprio impacto financeiro com Gás Liquefeito de Petróleo (gás de cozinha), que representa um gasto mensal de R$ 1.080. Como também, passou a produzir biofertilizantes para suprir as demandas da horta escolar, diminuindo o consumo de adubos químicos.

“A iniciação científica incentiva o aluno a pesquisar mais, a ter contato com artigos científicos e com isso, ele constrói conhecimento, vivencia experimentos e consolida seu próprio projeto de vida, expandido as técnicas aprendidas dentro da comunidade onde vive”, conta, entusiasmada, Hernilde Martins, gestora do Centro Dom Ungarelli.

Para Yasmim Monteiro, 16 anos, estudante do 3º ano do ensino médio, a execução do projeto possibilitou à equipe socializar e dividir experiências em relação ao consumo e produção responsável: “Durante o projeto, discutimos pautas mundiais relativas à sustentabilidade, que nos possibilitou adquirir conhecimento sobre o consumo consciente, além de ter despertado o nosso interesse pela prática da iniciação científica”, comemora.

Sobre a técnica
Para a produção de biogás e biofertilizante, foi utilizada a técnica do campo eletromagnético, com dois tonéis: um dentro do campo magnético e outro fora dele. Foram colocados resíduos alimentares nos dois tonéis e ao fim de 20 dias, observou-se que o tonel com o campo eletromagnético havia concluído a ação de fermentação da matéria orgânica, acelerando o processo que duraria 3 meses.

Em seguida, toda a matéria degradada foi transferida para um biodigestor, que resultou na geração de biogás. Todo o material utilizado foi produzido pelos estudantes, sob a supervisão dos professores responsáveis.

“O projeto causou um impacto em toda a comunidade escolar. Os alunos tomaram gosto pela iniciação científica e hoje estão mais motivados e engajados pelas atividades no ambiente escolar e os professores empenhados para a produção de novos projetos”, destaca a professora Itacirene da Conceição.

Além do aproveitamento dentro da dinâmica escolar, a ideia é levar o projeto também para outras instituições de ensino e para os moradores do lixão da cidade, que fica próximo à escola, incentivando os catadores a produzirem o próprio gás de cozinha, com a utilização de restos alimentares.

“O nosso objetivo é minimizar o descarte de resíduos sólidos no meio ambiente, assim como oportunizar a utilização do biogás e biofertilizante dentro do ambiente escolar, valorizando a sustentabilidade, com o uso de fontes de energia limpa e renovável”, conclui o professor Gerry Adriano Matos.

Fonte: Seduc

Texto: Kelly Morais

22/09/23

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