24/06/2020 2:25 pm

Estratégias pedagógicas inclusivas alcançam estudantes público da educação especial durante pandemia

Imagens representam os retornos das atividades produzidas pelos alunos

Há 38 anos, o Centro de Educação Especial Helena Antipoff tem como missão a inclusão da pessoa com deficiência intelectual, Síndrome de Down e outras síndromes no mundo do trabalho. Este ano, o atendimento presencial foi interrompido, devido à pandemia. O centro, então, recorreu à gravação de videoaulas, utilizando o lúdico e tendo como protagonistas os próprios professores para que o seu público alvo, alunos com deficiência intelectual, pudessem manter a identificação e o vínculo, o que permitiu a continuidade do processo pedagógico.

A equipe Gestora, após várias reuniões online, esboçou uma estratégia de atendimento e fez um levantamento do quantitativo de pais e ou responsáveis com disponibilidade da qualidade da internet a fim de beneficiar o maior número possível de estudantes. As videoaulas planejadas e produzidas pela equipe do Centro eram socializadas em grupos de aplicativos de celular por turno de atendimento. O apoio da família na mediação desse processo foi fundamental para garantir a aprendizagem.

“Temos a plena convicção de que toda ação pedagógica inclusiva transforma os sujeitos envolvidos à sua volta. Nesse contexto, durante o período do isolamento, tivemos que nos reinventar para criarmos pontes de inclusão aos nossos alunos e a seus familiares. As atividades remotas propostas nos grupos dos alunos fazem a conexão com o conhecimento e potencializam as habilidades e competências, que se alicerçam com carinho, aconchego e amor; sentimentos esses que sempre estarão presentes em toda ação pedagógica no CEEE Helena Antipoff”, enfatizou a equipe gestora do CEEE Helena Antipoff, composta por Tereza Girio, Saskia Boueres e Luciano Freire.

Os gestores destacaram ainda o momento de superação vivenciado por todos. “Certamente evoluímos como seres humanos e mais ainda como profissionais da educação especial e em meio a tantos obstáculos em que as pessoas com deficiências enfrentam em seu cotidiano, tivemos que superar mais esse. Elos se estreitaram e as ações inclusivas criaram verdadeiros abraços de conhecimento e informação. Somos todos Helena, e essa união mais uma vez, fez brilhar estrelas nesse lindo céu da inclusão”, comemoraram.

Jesuslene Cordeiro Rocha Lima, professora de Arte, explicou que o trabalho online foi um desafio para todos e também muito necessário para não perder o contato com os alunos e assegurou que o vínculo que une o Helena Antipoff é centrado em uma relação de trabalho e também de muito afeto.

“A princípio trabalhar gravando aulas foi algo novo e desafiador, pois, como alcançar os alunos com atividades instigantes? Como trabalhar através da tecnologia que não domino? O isolamento social trouxe algo que, mesmo à distância, nos uniu. Nós professores planejamos, estudamos e pesquisamos para conseguir um resultado satisfatório junto aos nossos alunos. Não é fácil, mas é gratificante ver o resultado e a receptividade dos alunos através das atividades realizadas”, expressou.

A professora Jesuslene também destacou. “Nossos alunos não podem ser impedidos de terem contato com a escola por serem deficientes. É difícil, porque muitos de nós têm dificuldade em lidar com a internet, mas foi essa tecnologia que nos uniu, apesar da distância. É o momento de pensar na nossa prática tanto em sala de aula como fora dela”, finalizou.

Ciente também da necessidade de dar um apoio aos pais e/ou responsáveis, por serem nesse momento os mediadores desse processo, a equipe gestora juntamente com a equipe técnica (Psicólogos, Fonoaudiólogos e Terapeutas educacionais) elaborou vídeos motivacionais tratando de temas como: ansiedade, como lidar com a quarentena e mediação junto aos alunos com deficiência.

A professora de Educação Física da escola, Karlla Andrea Cunha Moura, expressou a sua satisfação em contribuir com o Centro e ajudar os alunos, que diante de um momento tão difícil precisam da colaboração de todos. A professora também ressaltou a importância da participação dos pais para que fosse efetivada a apreensão do saber.

“Entre conversas e mensagens surgiu o desafio das videoaulas e, aproveitando o vínculo, tentamos dar continuidade ao que já fazemos em nossa escola, acolher, ensinar e mostrar a importância da vida de cada aluno e de cada professor. A cada aula realizada vinha a confirmação de que é possível nos reinventar e que para tudo sempre haverá um caminho. Deixo aqui os meus agradecimentos aos responsáveis de alunos, que estão sendo imprescindíveis nesse processo, nos apoiando e fortalecendo ainda mais as nossas relações”, revelou a professora.

Karlla Andrea enfatizou ainda que de todos os obstáculos enfrentados em sua vida como profissional este é o maior deles. “Desde o início da minha profissão, de todos os desafios vividos esse é o maior deles, dar aulas online para alunos mais que especiais. Este é um momento muito difícil para todos e devemos nos reinventar para que os nossos alunos sejam assistidos, ainda que de forma não presencial”, expressou.

Maria Viana Costa Rodrigues, mãe do aluno Wellington Costa Rodrigues, agradeceu os professores do Centro pelo empenho na organização das aulas e comemorou a iniciativa, pois possibilitou que o seu filho e de outras mães continuassem aprendendo sem sair de casa.

“Achei muito importante a preocupação dos professores com os alunos, mesmo diante de um momento tão difícil para todos. Agradeço a Deus por meu filho estudar nessa escola. O Wellington gosta de fazer as atividades e já percebo a diferença nele, porque já fala o nome de algumas cores e alguns números também. Obrigado, família Helena Antipoff, pelo cuidado que vocês têm com os nossos filhos”, elogiou.

A mãe de Felipe Lima Salomão, aluno do Centro, Maryelen Paz Lima, não poupou elogios ao Helena Antipoff. “O Helena sempre nos aproxima de alguma forma, sentimos amor e acolhimento a todo instante. Todos que integram a equipe são maravilhosos e os gestores fazem questão de sempre dizer que somos uma família e de fato nos sentimos assim”, expressou.

A iniciativa atingiu, nesse processo, cerca de 60% da clientela e a aceitação foi além do esperado. O Centro conseguiu seu objetivo maior, o de não interromper o processo pedagógico, fortaleceu o vínculo com seus alunos e, por consequência da proximidade, teve uma valorização do fazer pedagógico junto aos pais, que sentiram o apoio dos professores e também puderam vivenciar um pouco as atividades que são desenvolvidas na escola.

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Fonte: Seduc
Fotos: Divulgação
Texto: Antônio Figueredo
24/06/2020

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